Taxas, spreads e custos de saque, lado a lado

Quase toda propaganda de plataforma de operações fala de ganho. Quase nenhuma fala de preço. Este site existe para preencher a segunda coluna: quanto custa entrar, quanto custa manter a posição aberta e quanto custa tirar o dinheiro de volta.

O método é simples e deliberadamente chato. Procuramos o valor publicado pela própria plataforma, anotamos a data em que a consulta foi feita e, quando o valor não existe em lugar nenhum acessível ao público, registramos a linha em branco. Linha em branco não é opinião: é a informação que faltava a quem precisava decidir.

Comparativos recentes

O que cabe em uma ficha de custos

Toda página deste site responde às mesmas oito linhas, na mesma ordem, para que a leitura de uma ficha ensine a ler todas as outras.

  • Taxa por operação. Quanto a plataforma cobra por ordem executada, segundo documento público.
  • Comissão sobre resultado. Se existe percentual sobre ganho e como ele é calculado.
  • Spread. A diferença entre preço de compra e de venda, que é o custo mais fácil de ignorar.
  • Depósito mínimo. O valor de entrada exigido, quando declarado.
  • Custo de saque. Tarifa cobrada para devolver dinheiro ao cliente.
  • Prazo de saque. Quantos dias a empresa se compromete a levar, por escrito.
  • Moeda e conversão. Em que moeda a conta é cotada e quem fica com a diferença de câmbio.
  • Emissor da cobrança. Qual empresa aparece no extrato do cartão ou no comprovante.

Por que não damos nota

Nota é medida, e medida exige instrumento. Não abrimos conta, não depositamos valor e não temos acesso a dados auditados de execução. Publicar quatro estrelas e meia seria fabricar precisão, então cada ficha termina em uma palavra do vocabulário que usamos: verificado, atenção, risco alto ou não verificado.

A palavra que mais aparece é não verificado, e ela merece explicação. Não significa fraude e não significa aprovação. Significa que as consultas disponíveis não devolveram o que o leitor precisaria saber, e que decidir naquele estado é decidir com menos informação do que parece.

O que não publicamos

Não publicamos número de licença que não lemos no registro do regulador. Não publicamos razão social, país de constituição nem ano de fundação sem documento à vista. Não reproduzimos percentual de acerto, contagem de usuários, nota de loja de aplicativo nem depoimento sem origem identificável, porque esse tipo de dado é fácil de escrever e quase impossível de desmentir depois.

Também não republicamos valores promocionais como se fossem tabela vigente. Promoção tem prazo, tabela tem data, e uma coisa não substitui a outra.

Como usar o site

Se uma marca chegou até você por anúncio, mensagem de desconhecido ou vídeo com rosto conhecido, abra a lista de comparativos e procure o nome. Se ela não estiver lá, a página de como apuramos mostra o caminho completo da consulta, que é gratuito e cabe em um intervalo de almoço. Quem quiser entender como o site se sustenta encontra a resposta em por que confiar.